Onde está o engajamento Cristão?

Boa tarde queridos, a Paz do Senhor seja real na vida de cada leitor.
Apesar das correrias do dia a dia, tenho tido a oportunidade de ler bastante, meditar sobre a presença do cristianismo em nossas dias e sobre isso quero discorrer um pouco neste artigo.
É engraçado e ao mesmo tempo triste ver como se comporta o cristianismo em nossos dias, um cristianismo mais litúrgico e dogmático à um cristianismo pragmático e prático. A práxis é a relação da teoria com a prática. Vemos muitos cristão teóricos, com argumentos bonitos e polidos mas que na prática não exerce nenhum impacto em nossa sociedade, no meio onde se vive.
Os grandes teólogos e pensadores dos séculos passados não o foram apenas por seus conhecimentos intelectuais, mas sim por conseguirem traduzir seus conhecimentos á realidade de seu povo.

Hoje se discute assuntos pertinentes ao mundo chamado cristão, assuntos tais como o da criminalização da homofobia. Nas salas de casas ou em pequenas reuniões se discutem uma coisa aqui outra ali, mas no todo ou em prática se fica calado. Tem de levantar um católico aqui outro ali, um pregador pop estar acolá para falar alguma coisa. Penso que temas como estes, que vão impactar negativamente nossas famílias deveria ser discutidos com mais ardor e bravura, não mera discussão sem conhecimento de causa, com argumentos fadados a caírem por terra, mas com bravura, com amor e com o temor de Deus.
Outro assunto de nossa teologia apostólica é a própria mensagem apostólica, que pregamos nos nossos púlpitos, mas o crente em individual é tímido em relação a levar esta mensagem a frente, discutir com mais ardor e paixão em seus núcleos de relacionamentos. No lugar disso dão respostas muitas vezes ignorantes do tipo: Deus quer assim, ou minha igreja proíbe. Não é este tipo de resposta que o mundo precisa, mas sim o dizer: Ando assim ou assado porque na palavra de Deus, no livro e capítulo tal está escrito isso e isso e isso.
Estou ansioso de pessoas que possam falar de Cristo e sua mensagem com o mesmo fervor que se falam de política e futebol. Precisa haver o mesmo fervor em se estudar a palavra de Deus tal como se tem em aprender usar o Twitter, o facebok, o Orkut e por aí vai.
Desejo e espero ver nascer nesta geração uma paixão ardente por servir a Deus e se entrar a fazer sua vontade.
O apóstolo Paulo ia para as praças onde se estavam discutindo filosofias e políticas e encaixava ali uma discussão sobre Cristo Jesus. Ele sabia o suficiente de filosofia para apresentar a Cristo como o Arche (arquétipo ou Génesis), ele sabia de religião o suficiente para apresentar Jesus como sendo a verdadeira religião, ele sabia de política o suficiente para poder dizer sobre autoridades, sobre governos e sobre o Senhor como a maior autoridade sobre os homens.
Ele pode chegar em uma das principais praças da Grécia antiga e se informar dos costumes do lugar e encontrar uma brecha para anunciar o Deus desconhecido.
E quanto a nós? O que estamos fazendo com o Cristianismo que dizemos ter ? Porque não falar de Atos 2:38 com o mesmo fervor que se discute sobre se o Paloci deve ou não deve ser intimidado por uma CPI? Porque não dizer sobre santidade com a mesma intensidade que se quer discutir o Mensalão do PR? Porque não vestimos a camisa dos mais necessitados e miseráveis de nosso país assim como vestimos a camisa da seleção Brasileira?
Não podemos escondermos atrás de uma religião que não muda a realidade de onde estamos, não podemos esquecer das boas obras e caridades de Efésios 2:9 e 10, não podemos nos calar diante das mazelas da nossa gente, não podemos nos curvar diante de leis que levam ao erro, mas devemos tomar nossa posição e fazer nossa fé ser conhecida através de nossas obras, caso contrário nossa mensagem é apenas mais uma mensagem.

Em Cristo Jesus,

Pr. Jefferson Souza

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